10º Fórum TCE-PA e Jurisdicionados culmina com palestra sobre inovação nas normas de fiscalização

O analista de Controle Externo do TCE-PR, Nelson Granato, fechou o ciclo de palestras do 10º Fórum TCE-PA e Jurisdicionados, falando sobre “Inovação nas Normas de Fiscalização”. A palestra de Granato foi mediada pelo conselheiro Nelson Chaves e Daniel Melo.

Segundo Nelson Granato, a inovação deve ser compreendida como instrumento de garantia da relevância social do setor público, e isso compreende também apresentar mecanismos inovadores em auditoria no processo de trabalho. “São valores e benefícios que os Tribunais de Contas devem trazer para a sociedade, buscando os melhores meios de entregar benefícios e fazendo a diferença na vida do cidadão”, ressaltou.

Granato destacou que os Tribunais de Contas têm que garantir que seus trabalhos sejam imparciais e de alta qualidade, e que sigam o devido processo legal, de modo transparente e buscando ser socialmente relevante. “O TCE não atua nem para favorecer, nem perseguir intencionalmente ninguém, garantindo a credibilidade do trabalho, agregado valor à atuação”, pontuou.

O palestrante também reforçou que, quando o Tribunal não acompanha as mudanças, não inova no exercício das suas funções, corre o risco de se tornar obsoleto. “Como vamos solicitar aos jurisdicionados que inovem, se o Tribunal não inovar na sua atuação no setor público?”, ponderou.

Neste sentido, ele disse que os desafios impostos pela pandemia da Covid-19 acabaram abrindo possibilidades de avanço. Para ele, se os processos de trabalho continuassem como estavam até março de 2020, os TCEs seriam uma instituição ultrapassada. A pandemia fez surgir, por sua vez, um novo modo de auditoria, informatizando os ambientes de trabalho, analisando as informações referentes aos gastos com inovação tecnológica.

Alinhado ao que preconiza a Declaração de Moscou, fruto do “XXIII Congresso Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores (Incosai)”, em 2019, Granato diz que não há receita única para enfrentar todos os desafios, mas é preciso agregar valor em benefício às atuações dos auditores. “Tribunais de Contas, olhem para o mundo ao seu redor e pensem grande. Isso é importante como pensamento estratégico, porque agrega valor às entidades fiscalizadas, aplica novas abordagens da revolução tecnológica e responde aos desafios nacionais e globais emergentes”, enfatizou.

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